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Drenagem Linfática

Entende-se por drenagem linfática manual a activação manual da drenagem dos líquidos intersticiais através de aberturas microscópicas nos tecidos (canais pré-linfáticos) e da linfa através de canais linfáticos.

O conhecimento desta técnica requer saber e entender não só os aspectos teóricos do método (fisiologia da linfa), bem como e antes de mais, aprender as manipulações práticas, tão diferentes das da massagem convencional.

As indicações da drenagem linfática manual são muito variadas e os bons resultados verificados quer pelos profissionais, quer pelos clientes indicam que as potencialidades se encontram ainda sub-aproveitadas.

A drenagem linfática manual pelo método Vodder ajusta-se aos mecanismos biológicos de tal maneira que consegue ampliar e acelerar as reacções próprias do organismo, sem alterá-las. Isto é possível graças a uma técnica específica, que consiste em manobras manuais próprias. Por tratar-se de um método manual permite a dosagem individual e subtil da força utilizada, ficando ao critério da experiência e sensibilidade do terapeuta a escolha da pressão adequada.

A drenagem linfática manual segundo Vodder utiliza pressões graduadas e constantemente alteradas, imitando as contracções próprias da musculatura lisa dos vasos linfáticos e acompanhando o ritmo dos mesmos.

As manobras têm como objectivo directo o aumento do volume da linfa admitido pelos capilares linfáticos e o aumento da velocidade do seu transporte através dos ductos linfáticos. Ao alcançar-se este objectivo, exerce-se uma influência considerável sobre outras funções biológicas.


INDICAÇÕES ESTÉTICAS

  • Acne

As aplicações quentes e húmidas, a transpiração excessiva, as situações de grande tensão ou stress, bem como o consumo de determinados alimentos podem piorar o acne.

O acne apresenta inflamações e edemas na pele circundante que dificultam o processo reparador e curativo. Os procedimentos que se podem aplicar na estética para a extracção dos comedons (forma mais leve de acne) e para a higienização da pele afectada, aplicação de raios ultravioleta, etc., activam a circulação sanguínea local (vasodilatação), o que dá lugar a uma maior quantidade de liquido plasmático no meio intersticial da pele afectada. O efeito drenante, anti-edema e purificador da Drenagem Linfática Manual vai melhorar significativamente a resposta de pele aos diferentes tratamentos do acne.

  • Rosácea

Trata-se de uma situação inflamatória crónica com congestionamento e avermelhamento da pele (eritema), pápulas, pústulas e telangiectasias raiadas. Manifesta-se na parte central do rosto, principalmente no nariz, onde a pele pode chegar a hipertrofiar (rinofima). A diferença relativamente à acne é que aqui não aparecem comedons. Pode iniciar-se em idades pouco avançadas, principalmente em pessoas de pele clara.

A rosácea requer tratamento médico, no qual são frequentemente utilizados antibióticos. A Drenagem Linfática Manual constitui um importante reforço do tratamento médico convencional, pois favorece uma recuperação mais rápida do paciente. Depois das extracções das pústulas aplicam-se compressas frias. Diariamente será aplicada sobre elas uma Drenagem Linfática Manual muito suave, até se verificarem melhorias significativas da pele. A partir daí, poderá ser aplicada a Drenagem Linfática Manual directamente, em dias alternados, até a pele recuperar a temperatura e aspecto normal.

  • Dermatite Perioral

Consiste numa erupção papular avermelhada ao redor da boca, cuja causa é desconhecida. Afecta principalmente mulheres de pele clara e sensível. Supõe-se que a sua origem seja hormonal, visto muitas vezes aparecer durante a gravidez, durante a toma de anovolatórios e em casos de transtornos menstruais.

Esta alteração requer igualmente tratamento médico especializado. A aplicação local de anti-inflamatórios (corticoides) ou cosméticos podem piorar o quadro clínico, o que não é o caso das máscaras com argila e extractos de camomila. A Drenagem Linfática Manual exerce também aqui, um apoio ao tratamento dermatológico uma vez que ajuda a desinflamar e limpar o tecido cutâneo onde assenta esta dermatite.

  • Eritema facial persistente

Consiste num transtorno da circulação sanguínea periférica que se einicia com uma reacção vasomotora exagerada na pele do rosto, desencadeada por estímulos de origem diversa (frio, sol, vento, bebidas alcoólicas, determinados alimentos, café, anticonceptivos orais, tabaco, etc.). em muitos casos verifica-se também uma predisposição genética hereditária.

Pelo seu efeito anti-edema e purificador de resíduos metabólicos da pele afectada, aqui a Drenagem Linfática Manual serve para melhorar o estado destes pacientes e atenuar as manifestações cutâneas, muito embora seja muito difícil eliminar totalmente este transtorno.

  • Celulite (paniculopatia edemáto-esclerótica)

Trata-se de um lipedema localizado exclusivamente localizado no ventre e zona glútea de muitas mulheres. A gordura acumulada produz um grau de edema na pele e tecido celular subcutâneo, pelo que este transtorno deve ser considerado mais do que uma simples questão estética. Com o passar do tempo, o edema linfostático existente sofre um processo de esclerose progressivo, que por sua vez agrava o quadro clínico (efeito “casca de laranja”, nódulos subcutâneos, etc).

A Drenagem Linfática Manual tem um papel de destaque, bem como outro tipo de medidas tais como baixar o peso, evitar o uso da pílula, exercitar intensivamente as pernas (correr, andar de bicicleta, subir e descer escadas).

  • Pré-cirúrgia e pós-cirúrgia

Toda a intervenção cirúrgica, pelos traumatismos que provoca (rotura de vasos sanguíneos e linfáticos, lesões celulares, etc), produz uma reacção inflamatória local com edema em grande parte dos tecidos afectados e circundantes. A aplicação da Drenagem Linfática Manual antes e depois da cirúrgia proporcionará sempre melhores resultados do que deixar o organismo responder por si só à agressão cirúrgica.

Ao aplicar a Drenagem Linfática Manual sobre os gânglios linfáticos locais da zona a operar observa-se também uma certa melhoria das condições de reparação e resposta à agressão cirúrgica. É importante que o meio (líquido) intersticial e a substância fundamental do tecido conjuntivo não estejam carregados de resíduos. A Drenagem Linfática Manual facilita a sua “limpeza”.

A aplicação da Drenagem Linfática Manual após cirúrgia , em estudos realizados sob controlo científico foi possível concluir-se que a aplicação da Drenagem Linfática Manual favorece a reconstrução dos capilares linfáticos separados pela ferida, sempre que esta não seja excessivamente grande e se formem grandes cicatrizes.

  • Tratamento de cicatrizes anormais

A prática da Drenagem Linfática Manual exerce um efeito benéfico na formação de cicatrizes e no seu tratamento estético, principalmente quando estas são recentes. Também se conseguem bons resultados em cicatrizes menos recentes, já que os processos de remodelação do tecido da cicatriz ocorrem durante um peródo de tempo bastante superior (meses) ao da cicatriz primária (dias).

As cicatrizes hipertróficas devem ser previamente tratadas com medidas que activem a circulação sanguínea local, tais como a aplicação de compressas quentes, raios infravermelhos, ventosas, laser, etc. Posteriormente será aplicada a Drenagem Linfática Manual com assiduidade.

  • Efeito sedante e relaxante

A Drenagem Linfática Manual exerce um efeito sedante e relaxante (activação do sistema vegetativo parassimpático), não pelo seu efeito drenante, mas por basear-se em manipulações lentas, suaves, monótonas e repetidas sobre a pele, constituindo um método ideal de relaxamento, principalmente quando aplicada no rosto, cabeça e nuca.

Assim, não é de estranhar que decorridos poucos minutos do início do tratamento com Drenagem Linfática Manual, bastantes pacientes adormecem e outros o solicitem para combater o stress de que padecem.

  • A  DLM nos processos de envelhecimento

A existência de um aporte adequado de nutrientes e factores protectores nas células dos tecidos, assim como uma boa drenagem ou saída de resíduos, é essencial para que as células do nosso corpo possuam um bom nível de vitalidade.

A Drenagem Linfática Manual favorece um determinado tipo de “limpeza” nos tecidos que manifestem um certo entorpecimento na sua drenagem linfática. Por este motivo, para além de outros tipos de medidas, a Drenagem Linfática Manual é incluída em programas de “rejuvenescimento” (anti-envelhecimento acelarado) em diversos centros médicos europeus.

  • A Drenagem Linfática Manual e a Mastectomia

Após o tratamento cirúrgico do câncro de mama, seja a mastectomia ou aquadrantectomia, associadas ao esvaziamento dos linfonodos da axila, pode aparecer o linfedema de membro superior, que geralmente é tardio ao tratamento.

Pode ser definido o linfedema como o acúmulo anormal de proteínas e líquidos no espaço intersticial, edema e inflamação crônica, estando relacionado principalmente com as extremidades.

Camargo (2000) define o linfedema como sendo uma patologia crônica, complexa, que se manifesta pelo aumento de volume de uma determinada região do corpo, causada por distúrbios na circulação linfática.

O tratamento do linfedema será feito através da DLM, também alguns exercícios activos (manutenção da amplitude articular, para o  favorecimento da reabsorção de edema através da bomba muscular) e técnica de bandagem quando necessário.

O linfedema ocorre como resultado de uma deficiência mecânica na dinâmica do sistema linfático, reduzindo assim a sua capacidade no transporte da linfa, desta forma, a drenagem linfática manual tem como objetivo favorecer as vias secundárias de drenagem linfática através de anastomoses linfo-linfáticas superficiais e também remover as áreas de fibrose dos tecidos acometidos.

A técnica de bandagem é de extrema importância durante a primeira fase do tratamento do linfedema, pois ao promover um suporte externo na pele, leva a um aumento da pressão intersticial com redução da ultrafiltração, melhora a eficácia do bombeamento muscular levando a um aumento do fluxo venoso e linfático e não permite o refluxo causado pela insuficiência valvular. São contra-indicados na existência de infecções, arteriopatia, grandes alterações de sensibilidade e na hipertensão arterial grave. O enfaixamento é mantido até a próxima sessão fisioterápica. Na segunda fase de tratamento, o enfaixamento é substituído pelo uso de contenção elástica (braçadeiras / luvas), preferencialmente feita sob medida, devendo seu uso ser constante.

Os exercícios activos devem ser realizados com o membro enfaixado, na primeira fase, e com o uso de contenção elástica, na segunda fase de tratamento. Ela promove um aumento do fluxo linfático assim como favorece a reabsorção de proteínas. É realizada a combinação de exercícios de flexibilidade, treino aeróbico e alongamentos.

O tratamento é dividido em duas fases, sendo que na primeira o objetivo é a redução do volume do membro, tendo a duração de 10 a 15 tratamentos, e a segunda é a fase de manutenção e controle do linfedema que é 1 a 2 vezes por mês.


INDICAÇÕES CLÍNICAS

  • Linfedemas

Quando a linfa não pode seguir o seu curso normal, seja por causas primárias ou secundárias, esta supera os obstáculos seguindo trajectos colaterais. Este processo é favorecido manualmente, encaminhando-a até aos quadrantes vizinhos que funcionem (drenem) com normalidade. Estes últimos são drenados previamente, o que por si estimula a circulação da linfa do quadrante afectado até aos sãos, através dos vasos linfáticos intercomunicantes.

  • Edemas decorrentes da gravidez

Devido a uma série de alterações hormonais no organismo feminino, produz-se uma retenção hídrica mais ou menos evidente, desde os primeiros meses de gravidez, o que causa uma diminuição do tónus muscular das veias e vasos linfáticos. Se a este quadro juntarmos a ocasional perda de albumina através da urina e a compressão do feto mais ou menos marcada sobre os vasos linfáticos profundos do ventre, é compreesível o facto de muitas mulheres apresentarem edemas na gravidez.

  • Floboedemas

Consitem nos edemas que aparecem como resultado de uma notória insuficiência da circulação venosa, tais como certos estados varicosos (varizes), flebites, tromboses, etc.

Se este edema não é resolvido, tratando as suas causas, com o passar do tempo, os vasos linfáticos sobrecarregados começam a apresentar sinais de insuficiência valvular e pequenas aberturas nas paredes dos capilares linfáticos, o que origina uma insuficiência mecânica do sistema linfático vascular (linfedema). Atingido este ponto a aplicação da Drenagem Linfática Manual é muito importante.

  • Transtornos de origem reumática

As doenças reumáticas como por exemplo a poliartrite crónica progressiva, a espondilite anquilosante e degenerativas como a artrose, bem como as extra articulares que afectam os tecidos moles do organismo, como músculos, tendões e bainhas tendinosas, etc, produzem edema e dor.

Pensa-se que o linfedema local (líquido hiperproteico) existente nas articulações afectadas produz uma série de trocas histológicas nas suas membranas sinoviais que compromete as possibilidades de recuperação.

O tratamento com Drenagem Linfática Manual combinada com mobilizações passivas das articulações melhora a drenagem linfática e consequentemente alivia a dor.

  • Esclerodermia

Patologia que se caracteriza por uma série de alterações  que afectam também a pele (a pele fica dura e edematosa) e, apesar de ser uma efermidade pertencente ao grupo das colagenoses, é tratada na Alemanha com Drenagem Linfática Manual em algumas clínicas reumatológicas. Mesmo que não se interfira sobre as alterações internas produzidas, a pele em resposta torna-se mais mole e adquire maior plasticidade e melhor aspecto.

  • Aparelho digestivo

Com a Drenagem Linfática Manual bem e com a massagem clássica, podemos influnciar o peristaltismo do intestino grosso e o seu tónus muscular, o qual ajudará a combater muitas obstipações.

Evidentemente, também devemos ter em conta outras possíveis causas da obstipação (dieta pobre em fibra vegetal e mucilagens, escasso exercício físico, etc.) para resolver a origem do problema.

  • Cefaleias e enxaquecas

As normas mais comuns de dores de cabeça podem ser mais suportáveis se utilizarmos a Drenagem Linfática Manual no seu tratamento, tanto durante os “ataques”, como nos intervalos sem dor. Assim será possível diminuir-se a intensidade e a frequência das crises. O efeito benéfico da Drenagem Linfática Manual nestes casos deve-se antes mais à sua acção sedante da dor e à acção resultante do seu efeito vagotónico, para além do efeito anti-edemaciente da Drenagem Linfática Manual sobre os possíveis microedemas que são comuns, neste caso, na parede vascular e zona perivascular dos vasos sanguíneos do cérebro.

  • Nevralgia do trigémeo

O nervo trigémeo (par craniano que enerva uma grande quantidade de estruturas do rosto) pode irritar-se e desencadear dores fortíssimas. Por vezes a origem desta dor reside em focos infecciosos numa raiz dentária, nos seios paranasais, situação que pode ser desconhecida. A Drenagem Linfática Manual proporciona um certo alívio a estes pacientes, muito embora receiem que o estímulo, por muito suave que seja, possa desencadear um ataque. Por precaução o tratamento é iniciado na metade do rosto não afectada, ao que seguirá o pescoço, rosto, assim como a manipulação intra-oral.

  • Mongolismo (síndrome de Down)

Para além de uma série de manifestações de origem genética, as crianças que nascem com esta alteração podem apresentar também propensão para as infecções das vias respiratórias (rinites, sinusites, amigdalites, etc) e a apresentar um determinado grau de hipertrofia das amígdalas e gânglios linfáticos do pescoço com a consequente linfostase.

A prática da Drenagem Linfática Manual nestas crianças (pescoço, rosto, cabeça) melhora as infecções crónicas recidivas.

  • Apoplexia

Devido a uma série de transtornos circulatórios, geralmente uma trombose ou hemorragia cerebral, nas zonas afectadas surge um determinado grau de edema que é muito importante resolver quanto antes. Assim não se deve aguardar para incluir a Drenagem Linfática Manual no tratamento destes pacientes.

Em muitos casos metade do corpo fica paralisado (hemiplegia) afectando o efeito impulsor da linfa por parte da musculatura das zonas distais (sobretudo nas pernas). O que pode dar lugar a que se formem edemas nas pernas que também serão tratados com Drenagem Linfática Manual e exercícios de cinesioterapia.

  • Encefalopatias linfostáticas

No cérebro (sistema nervoso central) pode produzir-se um estado de linfostase por acumulação de “carga linfática” que nele se produz, o qual dificulta as suas funções e dá lugar a um determinado grau de apatia mental.

Entre o sistema nervoso central e o sistema linfático vascular existe uma abundante quantidade de intercomunicações.

Há crianças que apresentam uma forte tendência a sofrer inflamações repetidas nas suas amígdalas, adenóides, sinusites, faringites, otites, etc. que se podem repercutir nos gânglios cervicais profundos e dificultar a drenagem da linfa que desce do cérebro, podendo criar um certo grau de torpeza mental e dificultar  a capacidade de concentração e aprendizagem.

Os tratamentos para esta caso são alimentação correcta, ginástica respiratória, hidroterapia, reflexologia e a prática frequente de Drenagem Linfática Manual no rosto e pescoço.

 

Informação retirada de Manual do Curso da Escola EMMA, 2007.